segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vacina contra a cocaína bloqueia efeitos prazerosos da droga em camundongos


05/01/2011 - 14h24

Vacina contra a cocaína bloqueia efeitos prazerosos da droga em camundongos

Do UOL Ciência e Saúde
Pesquisadores conseguiram produzir uma vacina que bloqueia a sensação de prazer produzida pela cocaína em ratos.A estratégia pode ajudar dependentes da droga a se livrar do vício, além de ser útil no tratamento de outras formas de dependência química.
 
Em estudo, publicado nesta terça-feira (4) na edição online da revista "Molecular Therapy" e financiado pelo Instituto Nacional de Combate ao Abuso de Drogas dos EUA, os cientistas explicam que a vacina combina pedaços do vírus da gripe comum e uma molécula com estrutura similar à cocaína.
 
Com o tratamento, o sistema imunológico é alertado para um agente infeccioso (o vírus), mas também aprende a "ver" a cocaína como um intruso. Uma vez que a estrutura da droga é reconhecida, os anticorpos passam a "engolir" as moléculas de cocaína e as impede de chegar ao cérebro. O efeito da vacina dura por pelo menos 13 semanas.
 
Os resultados mostraram que os animais imunizados tornaram-se muito menos hiperativos ao receber a droga do que os que não foram vacinados. "Acreditamos que essa abordagem pode ser muito promissora na luta contra o vício em humanos", afirma o principal autor do estudo, o médico Ronald Crystal, presidente e professor de medicina genética do Weill Cornell Medical College.
 
Crystal acredita que os testes em humanos poderão ser realizados em breve. "Não há, atualmente, nenhuma vacina aprovada pelo FDA para qualquer tipo de vício de drogas", comenta, referindo-se ao órgão regulador de medicamentos nos EUA.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Vacinação contra a gripe


13/05/11, 12:30

Vacinação contra a gripe é prorrogada até o dia 20 no Piauí

Apesar da boa colocação no ranking, vacinação contra gripe é prorrogada até dia 20 no Piauí.

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Texto: A- A+
A campanha de vacinação contra gripe está prorrogada até a sexta-feira (20) no Piauí. Com o novo prazo, a Secretaria Estadual do Piauí espera imunizar até 459 mil pessoas dos grupos prioritários, cumprindo a meta do Estado.

Até a manhã de hoje (13), já foram vacinados 318 mil idosos, crianças, gestantes e profissionais de saúde. O Piauí é o 1º colocado na região Nordeste em cobertura vacinal, com 69,26% da meta.

Segundo a coordenadora de imunização da Sesapi, Doralice Lopes, o Estado também se destaca com índices acima da média nacional, que é de 56,8%. “No Brasil, o Piauí está um pouco atrás somente de Santa Catarina, que vacinou 71% da meta”, acrescenta.
 



A infectologista Telma Evangelista, diretora da Vigilância e Atenção à Saúde do Estado, informa que o Ministério da Saúde liberou os estados para que cada um decida sobre o prazo de prorrogação, considerando a cobertura atingida e a meta de cada região. “Vamos prorrogar por mais uma semana na tentativa de sensibilizar a população de alguns municípios cujos índices estão bem abaixo do esperado”, conta.
 
Telma Evangelista explica ainda que a Sesapi está monitorando as cidades com menor cobertura e vai buscar os gestores para que eles trabalhem para ampliar os números.
 
No sistema da Secretaria, até às 10h30 da manhã, os municípios que aparecem com a cobertura vacinal mais baixa são: Acauã (10,93%), Pau Darco (14,05%), Riacho Frio (20,54%), Cocal (20,84%) e Morro Cabeça do Tempo (21,20%).
 
Já São Gonçalo do Piauí (102,03%), Curimatá (101,08%), Porto Alegre do Piauí (101,06%), Valença (96,03%) e Barra do Alcântara (95,02%) são os que têm melhores índices. A capital, Teresina, atingiu 70.26% da meta. “Esperamos que esses números evoluam bem até o final do dia”, assinala.
 
No detalhamento por grupos prioritários, segundo Doralice Lopes, já foram imunizados 77.80% dos idosos, 73.91% das crianças, 34.88% das gestantes e 54.85% dos trabalhadores em Saúde, além de três índios vindos do Maranhão e que foram vacinados na cidade de Oeiras.
 
A diretora Telma Evangelista alerta, no entanto, que a imunização para as crianças menores de dois anos de idade prossegue até 10 de junho para receber a segunda dose da vacina. “É importante que a população não deixe de buscar os postos porque a gripe realmente é um problema sério de saúde pública e vem causando no Brasil muitas internações e mortes”, afirma.
 
Vacina

Este ano, a vacina foi reformulada e é trivalente, ou seja, protege contra três tipos de vírus da gripe. Quem recebe a dose está imunizado contra a Influenza H1N1 (Gripe A), Influenza H3N3 e Influenza B, sendo os dois últimos os vírus mais identificados na gripe comum.
 
Mais notícias sobre: campanhavacinaçãogripeSesapi

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Prefeito sobre HUT


11/05/11, 10:35

Prefeito sobre HUT: "Recebemos o abacaxi, agora é descascá-lo"

Elmano fez um dossiê financeiro para o ministro Alexandre Padilha e aceitou dividir atendimento com HU.

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Texto: A- A+
O prefeito de Teresina, Elmano Férrer (PTB), encaminhou um dossiê financeiro sobre a situação do Hospital de Urgência de Teresina para o ministro da Saúde, Alexandre Padrilha. O prefeito descartou a possibilidade de uma intervenção federal no HUT. A declaração foi dada no lançamento do projeto Viva Melhor Sua Idade, na Casa da Cultura.
Costinha/Semcom


Entre as propostas apresentadas está a do Hospital Universitário da UFPI dividir com o HUT o atendimento de urgência e emergência em Teresina. Essa proposta foi apresentada pelo governador Wilson Martins durante reunião ontem (10) com o prefeito no Palácio de Karnak e foi aceita pela PMT.




Após polêmica, o prefeito recuou da declaração sobre entregar a gestão do hospital e afirmou: "Não posso entregar. Recebemos o abacaxi e agora temos que descascá-lo. Não era para receber na época".

O governador está em Brasília e apresentará a proposta ao ministro.




Elmano disse que hoje o HUT custa R$ 5,5 milhões por mês. A PMT recebe R$ 1,3 milhão do governo federal e tem que desembolsar R$ 4 milhões. Elmano disse que é "um desfalque brutal" e está afetando as finanças municipais.




O prefeito comentou que o governador descartou qualquer ajuda financeira extra, além de ceder 432 servidores do Estado para trabalharem no HUT.




Elmano considerou como "estarrecedor" o dado de que hoje 50% dos gastos da prefeitura é para pagamento dos servidores da saúde. "Isso é estarrecedor e extrangula as finanças do município. Estamos procurando uma alternativa", afirmou.




Durante a solenidade de lançamento do projeto, o prefeito Elmano Férrer experimentou a técnica do tai chi chuan, técnica oriental de movimentos lentos, que promove a qualidade de vida. O prefeito foi acompanhado pelo mestre Ocimar Barbosa.

Flash de Yala Sena
Redação de Leilane Nunes
redacao@cidadeverde.com
Mais notícias sobre: Elmano Férrertai chi chuanCasa da CulturaHUT,HU

terça-feira, 10 de maio de 2011

Wilson Martins respondeu as declarações do prefeito Elmano Férrer que ameaça entregar gestão do HUT.


10/05/11, 09:50

Governador diz que não recebe HUT: "hospital é da PMT"

Wilson Martins respondeu as declarações do prefeito Elmano Férrer que ameaça entregar gestão do HUT.

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Texto: A- A+
O governador Wilson Martins (PSB) afirmou nesta terça-feira (10) que não irá receber gestão do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), que enfrenta uma das piores crises.

Fotos: Thiago Amaral


“O HUT é do município. Não tem para quem entregar, não. É um hospital do município. Nós estamos ajudando e vamos ajudar”, afirmou.


Desde o início do ano, o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, ameaça entregar a gestão do HUT. O prefeito alega falta de recursos. No hospital, 50% dos pacientes atendidos são do interior do Estado, 30% são de Teresina e 20% são de outros Estados (Maranhão, Ceará, Pará e Tocantins).



Hoje à tarde, o governador terá uma audiência com o prefeito de Teresina Elmano Férrer para tratar sobre o HUT. 


Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

ABC da Saúde


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OBESIDADEOBESIDADE
Sinônimos e Nomes populares:
Excesso de peso corporal, aumento do peso corporal; aumento de gordura, gordura.
O QUE É?
Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.
COMO SE DESENVOLVE OU SE ADQUIRE?
Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente sócioeconômico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversas características peculiares que a distinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.
A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. Recentemente, vem se acrescentando uma série de conhecimentos científicos referentes aos diversos mecanismos pelos quais se ganha peso, demonstrando cada vez mais que essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores.
Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingesta. O aumento da ingesta pode ser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultando numa ingesta calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estar associado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.
O QUE SE SENTE?
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.
Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser: 
 
DoençasDistúrbios
Hipertensão arterialDistúrbios lipídicos
Doenças cardiovascularesHipercolesterolemia
Doenças cérebro-vascularesDiminuição de HDL ("colesterol bom")
Diabetes Mellitus tipo IIAumento da insulina
CâncerIntolerância à glicose
OsteoartriteDistúrbios menstruais/Infertilidade
ColedocolitíaseApnéia do sono

Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida (ver a seguir).
COMO O MÉDICO FAZ O DIAGNÓSTICO?
A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura) (ver ítem Avaliação Corporal, nesse site). O valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados conforme apresentado a seguir: 
 
IMC ( kg/m2)Grau de RiscoTipo de obesidade
18 a 24,9 Peso saudávelAusente
25 a 29,9 ModeradoSobrepeso ( Pré-Obesidade )
30 a 34,9 Alto Obesidade Grau I
35 a 39,9Muito AltoObesidade Grau II
40 ou maisExtremo Obesidade Grau III ("Mórbida")


Conforme pode ser observado, o peso normal, no indivíduo adulto, com mais de 20 anos de idade, varia conforme sua altura, o que faz com que possamos também estabelecer os limites inferiores e superiores de peso corporal para as diversas alturas conforme a seguinte tabela : 
 
Altura (cm) Peso Inferior (kg)Peso Superior (kg)
145 38 52
150 41 56
155 44 60
160 47 64
165 50 68
170 53 72
175 56 77
180 59 81
185 62 85
190 65 91


A obesidade apresenta ainda algumas características que são importantes para a repercussão de seus riscos, dependendo do segmento corporal no qual há predominância da deposição gordurosa, sendo classificada em: 
 
Obesidade Difusa ou Generalizada
Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta), na qual o paciente apresenta uma forma corporal tendendo a maçã. Está associada com maior deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares (Síndrome Plurimetabólica)
Obesidade Ginecóide, na qual a deposição de gordura predomina ao nível do quadril, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante a uma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes.


Essa classificação, por definir alguns riscos, é muito importante e por esse motivo fez com que se criasse um índice denominado Relação Cintura-Quadril, que é obtido pela divisão da circunferência da cintura abdominal pela circunferência do quadril do paciente. De uma forma geral se aceita que existem riscos metabólicos quando a Relação Cintura-Quadril seja maior do que 0,9 no homem e 0,8 na mulher. A simples medida da circunferência abdominal também já é considerado um indicador do risco de complicações da obesidade, sendo definida de acordo com o sexo do paciente: 
 
 Risco AumentadoRisco Muito Aumentado
Homem 94 cm102 cm
Mulher 80 cm88 cm


A gordura corporal pode ser estimada também a partir da medida de pregas cutâneas, principalmente ao nível do cotovelo, ou a partir de equipamentos como a Bioimpedância, a Tomografia Computadorizada, o Ultrassom e a Ressonância Magnética. Essas técnicas são úteis apenas em alguns casos, nos quais se pretende determinar com mais detalhe a constituição corporal.
Na criança e no adolescente, os critérios diagnósticos dependem da comparação do peso do paciente com curvas padronizadas, em que estão expressos os valores normais de peso e altura para a idade exata do paciente.
De acordo com suas causas, a obesidade pode ainda ser classificada conforme a tabela a seguir.
Classificação da Obesidade de Acordo com suas Causas: 
 
Obesidade por Distúrbio Nutricional
Dietas ricas em gorduras
Dietas de lancherias
Obesidade por Inatividade Física
Sedentarismo
Incapacidade obrigatória
Idade avançada
Obesidade Secundária a Alterações Endócrinas
Síndromes hipotalâmicas
Síndrome de Cushing
Hipotireoidismo
Ovários Policísticos
Pseudohipaparatireoidismo
Hipogonadismo
Déficit de hormônio de crescimento
Aumento de insulina e tumores pancreáticos produtores de insulina
Obesidades Secundárias
Sedentarismo
Drogas: psicotrópicos, corticóides, antidepressivos tricíclicos, lítio, fenotiazinas, ciproheptadina, medroxiprogesterona
Cirurgia hipotalâmica
Obesidades de Causa Genética
Autossômica recessiva
Ligada ao cromossomo X
Cromossômicas (Prader-Willi)
Síndrome de Lawrence-Moon-Biedl


Cabe salientar ainda que a avaliação médica do paciente obeso deve incluir uma história e um exame clínico detalhados e, de acordo com essa avaliação, o médico irá investigar ou não as diversas causas do distúrbio. Assim, serão necessários exames específicos para cada uma das situações. Se o paciente apresentar "apenas" obesidade, o médico deverá proceder a uma avaliação laboratorial mínima, incluindo hemograma, creatinina, glicemia de jejum, ácido úrico, colesterol total e HDL, triglicerídeos e exame comum de urina.
Na eventual presença de hipertensão arterial ou suspeita de doença cardiovascular associada, poderão ser realizados também exames específicos (Rx de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico) que serão úteis principalmente pela perspectiva futura de recomendação de exercício para o paciente.
A partir dessa abordagem inicial, poderá ser identificada também uma situação na qual o excesso de peso apresenta importante componente comportamental, podendo ser necessária a avaliação e o tratamento psiquiátrico.
A partir das diversas considerações acima apresentadas, julgamos importante salientar que um paciente obeso, antes de iniciar qualquer medida de tratamento, deve realizar uma consulta médica no sentido de esclarecer todos os detalhes referentes ao seu diagnóstico e as diversas repercussões do seu distúrbio.
COMO SE TRATA?
O tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e, eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares. Dependendo da situação de cada paciente, pode estar indicado o tratamento comportamental envolvendo o psiquiatra. Nos casos de obesidade secundária a outras doenças, o tratamento deve inicialmente ser dirigido para a causa do distúrbio.
Reeducação Alimentar
Independente do tratamento proposto, a reeducação alimentar é fundamental, uma vez que, através dela, reduziremos a ingesta calórica total e o ganho calórico decorrente. Esse procedimento pode necessitar de suporte emocional ou social, através de tratamentos específicos (psicoterapia individual, em grupo ou familiar). Nessa situação, são amplamente conhecidos grupos de reforço emocional que auxiliam as pessoas na perda de peso.
Independente desse suporte, porém, a orientação dietética é fundamental.
Dentre as diversas formas de orientação dietética, a mais aceita cientificamente é a dieta hipocalórica balanceada, na qual o paciente receberá uma dieta calculada com quantidades calóricas dependentes de sua atividade física, sendo os alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia, com aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas.
Não são recomendadas dietas muito restritas (com menos de 800 calorias, por exemplo), uma vez que essas apresentam riscos metabólicos graves, como alterações metabólicas, acidose e arritmias cardíacas.
Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi, por exemplo) ou somente com líquidos (dieta da água) também não são recomendadas, por apresentarem vários problemas. Dietas com excesso de gordura e proteína também são bastante discutíveis, uma vez que pioram as alterações de gordura do paciente além de aumentarem a deposição de gordura no fígado e outros órgãos.
Exercício
É importante considerar que atividade física é qualquer movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energético e que exercício é uma atividade física planejada e estruturada com o propósito de melhorar ou manter o condicionamento físico.
O exercício apresenta uma série de benefícios para o paciente obeso, melhorando o rendimento do tratamento com dieta. Entre os diversos efeitos se incluem: 
 
a diminuição do apetite,
o aumento da ação da insulina,
a melhora do perfil de gorduras,
a melhora da sensação de bem-estar e auto-estima.
O paciente deve ser orientado a realizar exercícios regulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, ao menos 4 vezes por semana, inicialmente leves e a seguir moderados. Esta atividade, em algumas situações, pode requerer profissional e ambiente especializado, sendo que, na maioria das vezes, a simples recomendação de caminhadas rotineiras já provoca grandes benefícios, estando incluída no que se denomina "mudança do estilo de vida" do paciente.
Drogas
A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida. Cada medicamento específico, dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, alguns deles bastante graves como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais de acordo com o julgamento criterioso do médico assistente.
No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, é importante salientar que o uso de uma série de substâncias não apresenta respaldo científico. Entre elas se incluem os diuréticos, os laxantes, os estimulantes, os sedativos e uma série de outros produtos freqüentemente recomendados como "fórmulas para emagrecimento". Essa estratégia, além de perigosa, não traz benefícios a longo prazo, fazendo com que o paciente retorne ao peso anterior ou até ganhe mais peso do que o seu inicial.
COMO SE PREVINE?
Uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já na infância, evitando-se que crianças apresentem peso acima do normal. A dieta deve estar incluída em princípios gerais de vida saudável, na qual se incluem a atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiar organizada. No paciente que apresentava obesidade e obteve sucesso na perda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência da atividade física e de uma alimentação saudável a longo prazo. Esses aspectos somente serão alcançados se estiverem acompanhados de uma mudança geral no estilo de vida do paciente. 

 
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Título: OBESIDADE

Data de Publicação : 01/11/2001 - Revisão : 30/10/2008 (Equipe ABC da Saúde) - Acesso : 04/05/2011 
Palavras-Chave : OBESIDADE - Endocrinologia - Aumento de Gordura , Gordura , Excesso de Peso , Peso Aumentado

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